O que significa a reforma íntima?

 
O que significa a reforma íntima?

Caro leitor, você sabe com clareza, tem consciência que reforma precisa fazer em seu interior? Ou seja, quais os maus hábitos e imperfeições que traz de outras encarnações?
Se não sabe, certamente irá levá-los para a próxima encarnação, atrasando a sua evolução espiritual (aqui explica por que a evolução do ser humano é lenta).
Por isso, a reforma íntima é a finalidade maior de uma encarnação, mas poucas pessoas estão suficientemente conscientes disso e engajadas efetivamente nessa mudança, nesse trabalho interior de autoconhecimento.

Reencarnamos para compreender e procurar melhorar as nossas tendências, inclinações negativas, isto é, o nosso modo inadequado de pensar, sentir e reagir diante dos acontecimentos da vida. Sendo assim , como você costuma reagir aos acontecimentos da vida?

Você se magoa fácil? É uma pessoa rancorosa, jamais esquece o que alguém lhe fez? É vingativo? É uma pessoa explosiva, agressiva, pavio curto, age por impulso e depois se arrepende, fica com remorso? É autoritário, odeia ser contrariado, contestado? Costuma se sentir menos diante das pessoas? É inseguro, medroso, se desvaloriza, se sente incapaz? É possessivo, ciumento, controlador? É vaidoso, sempre preocupado com o que as pessoas vão pensar de você?

Então, reforma íntima é se conscientizar e eliminar, ou mesmo atenuar o que emerge de negativo dentro de nós diante dos acontecimentos da vida.
Há muito tempo atrás, era consultor do SEBRAE, ministrava palestras e cursos de treinamento em relacionamento interpessoal nas empresas. No final dos cursos, pedia aos participantes avaliarem (sem se identificarem) as suas expectativas – se foram ou não supridas – em relação ao conteúdo programático, carga horário, qualidade do curso, etc., e de quem o ministrou. As avaliações eram sempre muito boas, até que um dia, um dos participantes – no total de 50 – avaliou de forma muito negativa o curso e a minha atuação, dizendo que estava muito frustrado e bastante decepcionado, saindo com uma imagem muito negativa à meu respeito e do curso. Ao ler a avaliação, emergiu em mim, de forma intensa, sentimentos de rejeição, incapacidade, desvalorização, raiva, decepção, etc.

Após refletir sobre esses sentimentos que emergiram dentro de mim, vim a perceber – para o meu espanto – o quanto era vaidoso (até então não tinha consciência disso), perfeccionista, lidava mal com uma opinião não favorável, exigente comigo mesmo, pois desconsiderei as outras 49 avaliações positivas.

Na verdade, aquela avaliação “negativa” foi um gatilho que desencadeou as minhas imperfeições, traços de personalidade, que certamente trago de outras encarnações. Percebi também ao relembrar outros acontecimentos de minha vida, que reagi de forma similar à avaliação daquele participante do curso.

Freud, o pai da psicanálise, definiu neurose como “compulsão a repetição”, isto é, o médico Vienense afirmava que o neurótico repete sempre os mesmos padrões patológicos de pensamentos, sentimentos e atitudes, oriundos de experiências traumáticas vividas na infância. Mas como Freud não lidava com a tese da reencarnação, isto é, lidava apenas com essa vida, achava que a neurose era fruto de experiências traumáticas da infância.

No entanto, a grande maioria de meus pacientes, quando passam pela TRE, através da regressão de memória, ou quando seus mentores espirituais lhes revelam a causa de seus problemas (fobias, depressão, síndrome do pânico, ciúme doentio, compulsão alimentar, etc.) se dão conta que a origem de seus comportamentos neuróticos advém de experiências traumáticas não desta vida, mas de suas vidas passadas. Nesta terapia, eles se conscientizam que trazem maus hábitos e traços de personalidades negativos de outras encarnações, reagindo de forma similar aos acontecimentos que lhes desagradam ficando tristes, magoados, irritados, agressivos, sentindo-se rejeitados, desvalorizados, como se sentiam em suas vidas pretéritas.

Portanto, reforma íntima é observarmos como costumamos reagir aos acontecimentos da vida e procurar nos melhorar eliminando ou mesmo minimizando as nossas atitudes negativas. Isso é evolução espiritual e a verdadeira cura do ser humano.

Caso Clínico:
Por que apesar de minha competência não cresço profissionalmente?
Homem de 35 anos, divorciado.

Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não ascendia, não era promovido, não crescia em sua carreira profissional.
Divorciado, queria entender também por que em seus relacionamentos afetivos, as mulheres se desinteressavam por ele e acabavam se afastando, rompendo o relacionamento. E no trabalho se sentia perseguido e incompreendido pelos colegas e chefia. Desta forma, cultivava com freqüência sentimentos de rejeição, autopiedade, inferioridade, pois achava que “todo mundo” queria prejudicá-lo. Por fim, queria saber também por que não concluía o que começava e tinha tanto medo, fobia de altura.

Depois de duas sessões de regressão, na 3ª e última sessão, após passar pelo portão (nessa terapia, sempre utilizo como recurso técnico um portão, isto é, um portal, que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo físico), ele me relatou: “Vejo um abismo… É um lugar muito escuro (o paciente estava descrevendo o plano espiritual inferior, as trevas). (pausa).
Estou procurando alguém… Acho que é uma mulher, mas não a vejo(é comum também nessa terapia, os pacientes trazerem algo de forma intuitiva, ou seja, em impressão, sensação, e não necessariamente de forma visual)”.

– Vamos fazer juntos a oração do perdão, emanando – através das mãos – a luz dourada de Cristo para essa mulher, esse ser espiritual – Peço ao paciente. (pausa).
“Ela foi para a luz… Usava uma roupa preta (os habitantes das trevas usam roupas, mantos, túnicas pretas, diferentemente dos seres de luz, cujas roupas normalmente são brancas) e ao emanarmos a luz dourada, essa mulher chorava muito…Eu a abracei, depois ela foi embora, indo para uma luz maior(paciente fala emocionado). (pausa).
Alguém me dá os parabéns… Diz que é o meu mentor espiritual“. (pausa).

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Carta de Publius Lentulus Cornelius

Carta de Publius Lentulus Cornelius

Enviado em 24 de dezembro de 2013 | Publicado por Rádio Boa Nova

Foi encontrada uma carta do senador Publius Lentulus Cornelius nos arquivos do Duque de Cesadini na cidade de Roma, enviada pelo senador em Jerusalém na época de Jesus, que havia sido endereçada ao imperador romano Tibério César.

Nela, há uma descrição física e moral de Jesus feita pelo senador. A carta é a seguinte:

“Sabendo que desejas conhecer quanto vou narrar, existindo nos nossos tempos um homem, o qual vive atualmente de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é inculcado o profeta da verdade, e os seus discípulos dizem que é filho de Deus, criador do céu e da terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado; em verdade, ó César, cada dia se ouvem coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos, em uma só palavra: é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto, e há tanta majestade no rosto, que aqueles que o veem são forçados a amá-lo ou temê-lo. Tem os cabelos da cor amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas, e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes.

Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso nos nazarenos, o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face, de uma cor moderada; o nariz e a boca são irrepreensíveis.

A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave; tem os olhos expressivos e claros, o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como os raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque quando resplende, apavora, e quando ameniza, faz chorar; faz-se amar e é alegre com gravidade.

Diz-se que nunca ninguém o viu rir, mas, antes, chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; na palestra, contenta muito, mas o faz raramente e, quando dele se aproxima, verifica-se que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo, jamais, visto por estas partes uma mulher tão bela, porém, se a majestade tua, ó César, deseja vê-lo, como no aviso passado escreveste, dá-me ordens, que não faltarei de mandá-lo o mais depressa possível.

De letras, faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém; ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem, vendo-o assim, porém em sua presença, falando com ele, tremem e admiram.

Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não se ouviram, jamais, tais conselhos, de grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Tua Majestade; eu sou grandemente molestado por estes malignos hebreus.Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado, afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde, porém à tua obediência estou prontíssimo, aquilo que Tua Majestade ordenar será cumprido.

 

Para a Doutrina Espírita há o relato constante do livro “Há Dois Mil Anos” escrito através da psicografia de Francisco Cândido Xavier pelo autor espiritual Emmanuel.

Druida

Druida – nome pelo qual era identificado, entre os Celtas, importante grupo social que desempenhava variadas funções, sendo os responsáveis por manutenção e guarda dos valores da civilização céltica. Modernamente, a preferência etimológica faz o nome derivar de dru-wid, que significa “sábio”. (Azevedo, 1990)

Druidismo – é religião dos druidas, sacerdotes pagãos dos povos celtas que habitavam a Gália e a Bretanha no período anterior ao Cristianismo, mais especificamente entre o século II a.C. e o século II, d.C. (Castanho, s. d. p.)

O druidismo ocorreu entre o século II a.C. e o século II d. C. Sobreviveu apenas em algumas regiões das Ilhas Britânicas, que não sofreram a invasão romana. Foi, mais tarde, suplantado pelo Cristianismo. A influência do Cristianismo, não do Cristianismo que se dogmatizou mas do Cristianismo primitivo, foi extremamente valiosa para a organização desta religião. É que a alma cristã, sendo mais amante, fornecia os elementos básicos para equilibrar espiritualmente a alma céltica, por natureza mais viril.

http://www.ceismael.com.br/artigo/druidismo-e-espiritismo.htm

Espírita

Jamil Salomão

“O espírita é reconhecido pelo esforço que faz para sua transformação moral e para vencer suas tendências para o mal.” – Allan Kardec

O verdadeiro espírita é aquele que aceita os princípios básicos da Doutrina Espírita. Quando se pergunta ao praticante: Você é espírita? Comumente ele responde: “Estou tentando”. Na verdade, a resposta deveria ser sem hesitação: Sou espírita!!! Quanto ao fato de ser perfeito ou qualquer qualificação moral é outro assunto, que não exime o profitente de ser incisivo na sua resposta. Nesse ponto, o praticante não tem que hesitar na sua definição, porquanto Allan Kardec foi claro no seu esclarecimento ao afirmar que se reconhece o espírita pelo seu esforço, pela sua transformação, e não pelas suas virtudes ou pretensas qualidades, raras nos habitantes deste Planeta.

O que acontece com freqüência, seja iniciante ou mesmo com os mais antigos, é que, será mais cômodo não assumir uma postura mais responsável ou permanecer com um pé na canoa e outro na terra. Admite-se até, em determinadas ocasiões que se queira dar uma demonstração de modéstia, mas, que não se justifica sob o ponto de vista de definição pessoal.

A propósito, lembro-me de ter ouvido em uma emissora de rádio da Capital um pronunciamento de um padre católico, ao referir-se aos católicos, que freqüentam os Centros Espíritas para os habituais Passes e a “aguinha fluidificada” e passam a vida sem ter a mínima noção do que representa o Passe e a água. Para esses meio-cá-meio-lá, o mencionado reverendo denominou-se de “catóritas”. Engraçado, não!?

Como chamar os espíritas que se dedicam aos trabalhos nos Centros Espíritas, mas que continuam batizando os filhos, sob o pretexto de que quando maiores escolherão sua própria religião, casam os filhos na Igreja com as pompas e as cerimônias habituais, fazem a Primeira Comunhão com as tradições da Igreja Católica, etc?

Quando os Centros Espíritas se organizarem verdadeiramente, proporcionando aos seus freqüentadores, além do Passe e da Água Fluidificada, a orientação doutrinária, para maior compreensão dos princípios básicos que devem nortear o aprendiz e os trabalhadores na Seara Espírita, certamente, o verdadeiro espírita terá uma nova postura na sociedade, mais convincente, porque passará a distinguir o que é ser espírita, segundo a analogia explicitada por Allan Kardec nas obras básicas organizadas pelo codificador sob a orientação dos Benfeitores Espirituais.

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.” – Bezerra de Menezes

(Publicado no Jornal A Voz do Espírito – Edição 92: Dezembro de 1998)

VIVÊNCIAS EVOLUTIVAS – HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL

 


Neste artigo apresentamos sinteticamente algumas reencarnações de Allan Kardec, e a sua contribuição filosófica, cientifica e religiosa para a humanidade.

1. SACERDOTE AMENOPHIS – No período de Ramsés II, no antigo Egito. Ilustre sábio da casa do Faraó Seti I, em aproximadamente, 3386 anos, passados, na época da 19ª. Dinastia. Neste mesmo período viveu Moisés. Citado no Livro Faraó Mernephtah de J. W. Rochester.

2. SACERDOTE DRUÍDA – Allan Kardec, revelação dada pelo Espírito Zéfiro em 1856. Espírito protetor, dizendo a Denizard Rivail: Conhecemo-nos quando ambos vivemos nas Gálias entre os Druídas. Chamava-se Allan Kardec. Neste período de 58 a.C., imperador Julius César invadiu as Gálias.

3. CENTURIÃO ROMANO – Quirílius Cornélius que viveu na Palestina como Centurião Romano, na época do Imperador Tibérius César, sendo Pôncio Pilatos o Procurador da Judéia. Esteve diversas vezes com Jesus. Instalou-se em Jerusalém. Entre vários fatos marcantes em sua vida, foi a cura de um servo por Jesus (Mateus, 8: 5-13). Quando Jesus foi preso quis deixá-lo fugir e ofereceu-se a ele para morrer em seu lugar. – Citado no Livro Herculanum de J. W. Rochester.

4. JAN HUSS – Sacerdote, mártir e reformador Tcheco. Nasceu em Husinec em 1369 e morreu em 1415, com 46 anos de idade. Foi o período da pré – reforma da Igreja católica. John Wyclif, muito influenciou Jerônimo de Praga e este a Jan Huss. No final da vida Huss e Jerônimo, atacaram, publicamente, os dogmas romanos. Huss era detentor de um caráter sábio. A Igreja levou-o ao Concílio de Constança para que ele se retratasse, mas, este, manteve a sua doutrina que o Cristo era o chefe da Igreja e não Pedro. Aos 6 dias de Julho de 1415, foi condenado, amarrado em um poste, executado e queimado vivo.

5. HIPPOLYTE LÉON DENIZARD RIVAIL – FRANÇA – 1804 a 1869 – SÉCULO XIX – Codificador do Espiritismo. Por uma longa evolução reencarnatória, Kardec foi colhendo o Conhecimento, o Amor e a Coragem que demonstrou na sua última vivência com A Missão.

RESUMO DA BRILHANTE TRAJETÓRIA DESSE ESPÍRITO

AMENOPHIS (Sacerdote) – A Iniciação
ALLAN KARDEC (Druída) – A Sabedoria
QUIRÍLIUS CORNÉLIUS (Centurião) – O Amor
JAN HUSS (Mártir) – O Testemunho
ALLAN KARDEC (Codificador) – A Missão

 

 

João Batista Cabral -Presidente da ADE – SERGIPE (Jan.2005)http://www.redeamigoespirita.com.br/group/recordandoallankardec/forum/topics/vivencias-evolutivas-de-allan

Allan Kardec

Hippolyte Leon Denizard Rivail, (1804 – 1869) foi o codificador do Espiritismo.

Nasceu a 3 de outubro de 1804 em Lyon (França).

Tornou-se educador e entusiasta do ensino, tendo sido várias vezes convidado por Pestalozzi para assumir a direção da escola, na sua ausência. Durante 30 anos (de 1824 a 1854), dedicou-se inteiramente ao ensino e foi autor de várias obras didáticas, que em muito contribuíram para o progresso de educação, naquela época.

Em 1855, o prof. Rivail depara, pela primeira vez, com o fenômeno das mesas que giravam, saltavam e corriam, em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Passa então a observar estes fenômenos; pesquisa-os cuidadosamente, graças ao seu espírito de investigação, que sempre lhe fora peculiar, não elabora qualquer teoria pré-concebida, mas insiste na descoberta das causas. Aplica a estes fenômenos o método experimental com o qual já estava familiarizado na função de educador; e, partindo dos efeitos, remonta às causas e reconhece a autenticidade daqueles fenômenos. Convenceu-se da existência dos espíritos e de sua comunicação com os homens.

Grande transformação se opera na vida do prof. Rivail: convencido de sua condição de espírito encarnado, adota um nome já usado em existência anterior, no tempo dos druidas: Allan Kardec.

De 1855 a 1869, consagrou sua existência ao Espiritismo; sob a assistência dos Espíritos Superiores, representados pelo Espírito da Verdade, estabelece as bases da Codificação Espírita, em seu tríplice aspecto: Filosófico, Científico e Religioso.

Além das obras básicas da Codificação (Pentateuco Kardequiano), contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como: O que é o Espiritismo, O Espiritismo na sua mais simples expressão, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas e Obras Póstumas.

A estas obras junta-se a Revista Espírita, “jornal” de estudos psicológicos, lançado a 1.º de janeiro de 1858 e que esteve sob sua direção por 12 anos.

É também de sua iniciativa a fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 1.º de abril de 1858 – primeira instituição regularmente constituída com o objetivo de promover estudos que favorecessem o progresso do Espiritismo.

Assim surgiu o Espiritismo: com a ação dos Espíritos Superiores, apoiados na maturidade moral e cultural de Allan Kardec, no papel de codificador.

Com a máxima “Fora da caridade não há salvação”, procura ressaltar a igualdade entre os homens, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

E a este princípio cabe juntar outro: “Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face à face, em todas as épocas da humanidade”. Esclarece Allan Kardec:

“A fé raciocinada que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa qualquer obscuridade: crê-se, porque se tem certeza e só se está certo, quando se compreendeu”.

Denominado “o bom senso encarnado” pelo célebre astrônomo Camille Flammarion, Allan Kardec desencarnou aos 65 anos, a 31 de março de 1869.

Em seu túmulo, no cemitério de Père Lachaise (Paris), uma inscrição sintetiza a concepção evolucionista da Doutrina Espírita: “Nascer, Morrer, Renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei”.

Fonte: União das Sociedades Espíritas de São Paulo

História do Espiritismo

No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes.

Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia).

O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.

Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo.

Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec.

 

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GRATIDÃO


A cada dia, a diversidade de acontecimentos tende a invadir o nosso cotidiano, pressões do dia a dia, níveis vibracionais dos mais diversos que podem vir a tumultuar a nossa mente e o nosso bem estar.

Nesta frequência, aumenta a dificuldade de nos voltarmos para dentro de nós mesmos. Pessoas que pelo azedume de palavras, semblantes contraídos, e o afastar das virtudes, vem agravando a própria evolução existencial, gerando cada vez mais a infelicidade. Nada acontece ao acaso e a cada dia mais aprendemos com as dificuldades. O mar calmo não faz o bom marinheiro. Para manter a mente saudável é preciso filtrar cada pensamento que tende a se infiltrar nas profundezas da mente, e analisar a natureza dos sentimentos que surgem, e estar alerta para as ações que possam comprometer nossa atual existência. Dado esse primeiro passo é estar atento para a gratidão da oração. Mantenha e amplie o hábito da oração em forma de oração. Será muito mais harmonioso identificar sentimentos, palavras e pensamentos desequilibrados, e recorrer à oração junto à Divindade pela graça de estar fortalecido e evoluindo.

A prece é um recurso que dirigimos ao Divino Pai. Quando nos sentimos frágeis para combater os pensamentos infelizes, é hora de acessar a Divindade em cada partícula de nosso corpo existencial e universal. É tempo de falar a Ele sobre a fraqueza que carregamos ou a tristeza que nos abate e o Pai dos Céus nos enviará o auxílio necessário. É preciso ser merecedor, pois um coração agradecido se comunica com Deus. E nesta linha de reflexão é que educando as crianças, deixaremos de punir os adultos.

Estando em sintonia com a gratidão, nos caminhos da prosperidade, encontraremos pessoas prósperas, leituras reveladoras que causam impactos em nossa forma de aprender. Sem dúvida, cada influência muito contribui para as próximas escolhas e podemos seguir com essa alegria e harmonia, e neste grau de envolvimento, benefícios de um aprendizado efetivo calcado na alegria de aprender na pedagogia do afeto.

Tudo está na mente profunda e na forma de pensar em conexão com o sentir e agir. O princípio da depressão tem sua essência no passado, assim como a ansiedade, no futuro e normalmente, estão ligadas as emoções, pensamentos negativos e relacionados aos níveis de preocupações, dificuldades e contrariedades. É preciso ampliar e manter a tendência de viver apreciando experiências agradáveis. Nossa mente é um imã mental e espiritual que atrai tudo o que damos a atenção.

A atenção é a chave da vida e a vida é água corrente e não água estagnada. Se a depressão é caracterizada pelo pensamento negativo, é fácil assumir que as pessoas depressivas absorvam mais as experiências negativas da vida, mais do que o normal, mas não é somente isso, também está relacionada com jogos de escolhas e de aparências. A habilidade de tomada de decisão entre o real e o imaginário, entre o prazer e o desprazer, está envolvida também em tarefas cotidianas, como compras e encontros. A gratidão é sempre algo muito positivo e quanto mais agradecemos, mais felizes nos tornaremos. As pessoas prósperas constroem a condição de prosperidade porque pensam, sentem e agem de forma diferente da maioria das pessoas. A ordem do progresso é a mudança, quem não muda a si mesmo, não muda coisa alguma.

O encontro entre uma pessoa e a prosperidade não acontece ao acaso ou por sorte, mas é um encontro muito bem programado e planejado pela Sincronicidade. E para conseguir conquistar a sua prosperidade, você terá que ser diferente e guiado por sua essência e os seus valores internos. E esta reforma íntima começa com o não julgamento, o perdão e o amor incondicional. Nossas digitais não se apagam das vidas que tocamos. Boas energias! Eu acredito em você.

Artigo por Gilberto Pompermayer – segunda-feira, 17 de junho de 2013-portal da educação

Autoconhecimento e reforma íntima

“Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Então, penso que temos três fatores que devem ser trabalhados em conjunto, por todo aquele que almeja a renovação espiritual: autoconhecimento, reforma íntima e caridade. Vamos, agora, analisar um pouco cada um destes aspectos.

Autoconhecimento

Tudo começa por aqui. Não adianta você querer reformar algo que mal conhece. Antes de qualquer reforma, é fundamental conhecer aquilo que se deseja transformar. Isso não significa que precisemos ser sábios para iniciarmos a reforma íntima. Na verdade, penso que a sabedoria vem justamente com a mudança interior. Mas a nossa transformação, que ocorre gradativamente, precisa estar alicerçada em um trabalho de investigação interna. Precisamos aprender a olhar para nossa realidade íntima com sinceridade, com imparcialidade, mas também com acolhimento, com carinho, sem autojulgamento e autopunição desnecessários. Na verdade, é impossível você realmente amar o próximo se não ama e não aceita a si mesmo.

Então, precisamos estar constantemente nos autopercebendo, atentos ao que ocorre em nosso mundo interno. O que nos irrita, o que nos causa medo, nos atrai, nos magoa… e como reagimos às diversas situações que surgem na vida. Ou seja: autoconhecimento é a percepção e compreensão dos nossos pensamentos, emoções, sentimentos e ações físicas. É estarmos conscientes da nossa realidade, cada vez mais.

Mudança interior

Conscientes daquilo que sentimos ser a fonte de sofrimento, precisamos mudar nossos hábitos para cessar o sofrimento. Quando digo hábitos, me refiro aos nossos processos psicoemocionais, e não apenas aos nosso comportamento. Somos viciados em emoção, presos a padrões de pensamentos repetitivos que atrapalham nosso amadurecimento espiritual. Então, é preciso boa vontade para mudar, abandonando de vez aquilo que nos faz sofrer.

Caridade

É mais do que assistência social. No fundo, é estarmos de coração aberto, dispostos a acolher aqueles que vêm ao nosso encontro, no dia a dia. É o espírito de gratidão e a vontade de repartir, com todos, as bênçãos da paz que conquistamos. Isso acontece não porque queremos algo em troca, mas porque nossa “alma” pede. Caridade é ter fome de amar!

Autoconhecimento, reforma íntima e caridade. Esses são, na minha opinião, os três pontos chaves da evolução. Precisam ser trabalhados em conjunto, constantemente!

Escrito por Victor Rebelo